jaz teu corpo na cama
silencioso porém vivo
levantas-te preguiçoso
caminhas a custo
custo tal que a sentes
iminente a cada passo moribundo
expulsas então teus fluidos bocejando
regressas
e deixas cair morto
teu corpo sobre a cama
domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
tenho fome
queixo apoiado nos braços cruzados
debruçado sobre a mesa de jantar
tenho fome...
já revistei o frigorífico:
leite azedo e queijo bolorento
tenho fome...
como mais uma bolacha
das que encontrei debaixo do sofá
continuo com fome...
o joão mia
e sobe para a mesa
tem fome...
toma joão uma bolacha
come-a tu diz ele
é esquisito o cabrão
mesmo com fome...
debruçado sobre a mesa de jantar
tenho fome...
já revistei o frigorífico:
leite azedo e queijo bolorento
tenho fome...
como mais uma bolacha
das que encontrei debaixo do sofá
continuo com fome...
o joão mia
e sobe para a mesa
tem fome...
toma joão uma bolacha
come-a tu diz ele
é esquisito o cabrão
mesmo com fome...
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
a espera
porque paraste? como a árvore que pára ao deixar de sentir o sopro. esperas alguém? esperas o sopro...
domingo, 21 de novembro de 2010
sente
escrita sentida, mas sem sentido, para os sentidos
escrita para os sentidos, mas sentida, sem sentido
escrita sem sentido, mas sentida, para os sentidos
escrita para os sentidos, mas sentida, sem sentido
escrita sem sentido, mas sentida, para os sentidos
embriagado
embriagado, pelo momento, frente á lareira e no chão, como cão, suado do calor da chama, afastar-me? poderia...mas sinto o corpo petrificado.
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